A Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e a Faculdade dos Guararapes (FG) fizeram um jogo maluco nesse sábado, pela manhã, na quadra da Faculdade Maurício de Nassau. A vitória da Universo por 9×8 só foi definida na prorrogação, após muitas reviravoltas no placar, quatro expulsões, golaços dos goleiros e uma tensão característica de um confronto de quartas-de-final dos Jogos Universitários Pernambucanos – JUP’s 2009.
O resultado classifica a Universo para as semifinais do 2° turno da competição, onde vai enfrentar a Faculdade Maurício de Nassau, equipe campeã do 1° turno dos JUP’s.
A partida de hoje não poderia ter começado de outra forma. Com menos de um minuto, Francisco abriu o placar a Universo, em drible rápido para o meio e chute forte de pé direito. Mais tarde, Luiz Fernando, debaixo das traves, recebeu passe de José Edivaldo e empatou para a FG.
No entanto, pouco tempo depois, o goleiro Renato, do time de vermelho, protagonizou um dos lances mais geniais da partida. Ele percebeu o arqueiro adversário Wallace adiantado e cobrou uma falta de sua quadra com precisão, por cobertura, como se estivesse jogando sinuca, colocando a Universo em vantagem novamente. O gol gerou muitos protestos da equipe azul e branca e sua torcida, que pressionou a arbitragem o tempo inteiro.
A FG reclamava que não aconteceu o apito para a cobrança da infração, isto porque Renato, de forma muito inteligente, decidiu cobrar a falta rapidamente. Dessa forma, ele pegou o time da Faculdade dos Guararapes de surpresa, que contestou o lance sem razão.
A partir desse momento, a FG permitiu que o nervosismo atrapalhasse. A equipe teve ótimas oportunidades de empatar no primeiro tempo, mas, além de esbarrar no goleiro Renato, um dos destaques da manhã, se preocupou demais em “apitar” o jogo. Assim, a FG acabou castigada com o terceiro gol da Universo, no final da primeira etapa, anotado por Gabriel.
Na volta do intervalo, o clima esquentou de vez entre o time da Faculdade dos Guararapes e os juízes. O técnico Renato Cavalcanti, da FG, acabou sendo expulso por, segundo a arbitragem, insultar a autoridade máxima da partida. Parecia que as coisas não iriam terminar bem, uma vez que os adeptos da FG não aceitavam com passividade as decisões dos árbitros.
Mas, curiosamente, sem o seu treinador, os atletas de azul e branco começaram arrasadores o segundo tempo. Foram três gols em uma sequência incrível, suficiente para reverter o placar de 3×1 para 4×3 nos minutos iniciais. O primeiro foi um chutaço do goleiro Wallace, do meio de quadra, no ângulo esquerdo. O segundo e o terceiro foram marcados por José Edivaldo, outra peça de destaque nessa manhã.
Mesmo um pouco abatida com a reação adversária, a Universo empatou, com Eduardo, em jogada individual pela esquerda. O jogo seguia quente, a FG parecia jogar pelo seu treinador que fora excluído da partida e a arbitragem colocou mais fogo ao marcar um pênalti duvidoso em favor da FG. No lance, dois jogadores se enroscaram na área e o juiz alegou que o da FG foi puxado, embora este não tenha ido ao chão. Francisco acabou expulso e Carlos fez 5×4 para a sua faculdade.
Perto do fim do confronto, Renato, o goleiro artilheiro que já tem três gols no JUP’s, entrou em cena novamente e empatou para a Universo, sacramentando o 5×5 no tempo normal. Na prorrogação, a equipe de vermelho novamente saiu na frente, dessa vez com dois gols de cara, o primeiro com Breno e o outro com Eduardo. Mas, assim como aconteceu durante toda a partida, a FG buscou fôlego de onde não se imaginava e chegou ao 7×7 no placar, com José Edivaldo (pela terceira vez) e Carlos, em outro pênalti polêmico que resultou na expulsão de Gabriel.
No segundo tempo da prorrogação, Túlio, em contra ataque, e Breno, de pé esquerdo, definiram a vitória para a Universidade Salgado de Oliveira. No finalzinho ainda, Carlos, da FG, foi expulso por reclamação e Breno fez gol contra em favor da FG, dando números finais (9×8) a uma das partidas mais emocionantes da competição.
Por Marcos Velloso




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